INMET explica episódio de nuvens lenticulares registradas na Antártida

De acordo com meteorologistas, o fenômeno, que cria nuvens em formato de lente, é formado sob ventos fortes.

Por Ana Carolina Castro dos Santos - publicado 04/10/2021 13h55 . Última modificação 05/10/2021 14h31 .

INMET explica episódio de nuvens lenticulares registradas na Antártida

De acordo com os meteorologistas, o fenômeno, que cria nuvens em formato de lente, é formado sob ventos fortes.

Na última segunda-feira (27), um fenômeno curioso foi observado na Antártida: as chamadas “nuvens lenticulares”. De acordo com os meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o fenômeno que cria nuvens em formato de lente, é gerado sob ventos fortes.

O meteorologista do Inmet, Franco Villela, especializado em Meteorologia Sinótica, explica que as nuvens do tipo lenticulares se formam quando esses ventos fluem na mesma direção e altitude. Quando isso acontece e eles encontram obstáculos, são obrigados a subir e descer, em um movimento de serpentina, causando uma oscilação.

“É aí que ocorre a formação das nuvens, na crista da oscilação, tecnicamente, elas são chamadas de ondas troposféricas de sotavento de montanhas", explica Franco.

O fenômeno acontece, geralmente, entre 2 e 10 mil metros de altitude, na presença de ventos fortes e relevo. No Brasil, o episódio é comum ocorrer na Serra da Mantiqueira e no Vale do Paraíba, regiões que contam com cadeias montanhosas e cordilheiras.

No dia anterior a esse evento, domingo (26), ocorreu aqui no Brasil um outro fenômeno relacionado à formação peculiar de nuvens, constituído por nuvem de poeira [https://portal.inmet.gov.br/no...] que atingiu a Região Sudeste do país, resultado da ação de ventos com a agitação da poeira seca na atmosfera após um longo período de estiagem.

Foto: Sistema Meteorológico Nacional da Argentina.