INMET APONTA QUE A ÚLTIMA DÉCADA FOI A MAIS QUENTE NO BRASIL

Os anos de 2015, 2016 e 2019 foram considerados os anos mais quentes desde 1961.

Por Maisa Pereira de Souza - publicado 28/01/2022 14h11 . Última modificação 01/02/2022 16h22 .


A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou no dia 19 de janeiro de 2022, um levantamento mostrando que o ano de 2021 foi um dos sete anos mais quentes já registrados, segundo os principais conjuntos de dados internacionais consolidados pela organização. Em 2021, o clima teve influência do fenômeno La Niña – nome dado ao resfriamento anômalo e persistente nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A La Niña contribui para o arrefecimento da temperatura média global. Ainda assim, o ano de 2021 ficou entre os mais quentes da era industrial.

                                                                                                     Figura 1 – Desvios* de Temperatura Média do Ar Global.
                                                                                       * Desvio é a diferença entre o observado e a climatologia (média histórica)


Neste contexto, o INMET iniciou uma análise específica para o Brasil, utilizando os dados da temperatura média do ar das estações meteorológicas pertencentes ao órgão e espalhadas por todo território nacional. Segundo o levantamento, as temperaturas no Brasil têm ficado acima da média histórica desde os anos 90, como mostra a análise por década na Figura 2 abaixo:

                                                                                 
                                                                                        Figura 2 – Desvios* de Temperatura Média do Ar no Brasil por década.
                                                                                        * Desvio é a diferença entre o observado e a climatologia (média histórica)


O destaque vai para última década, onde os anos de 2015, 2016 e 2019 foram considerados os anos mais quentes desde 1961, com desvios de temperatura acima de 0,7ºC (Ver Figura 3). Vale destacar que estes anos, estavam sob influência do fenômeno El Niño, que é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, e potencializa o aumento de temperatura em várias regiões do planeta.


                                                                                           
                                                                                               Figura 3 – Desvios* de Temperatura Média do Ar no Brasil por ano.
                                                                                               * Desvio é a diferença entre o observado e a climatologia (média histórica)


O fato é que para o Brasil, esta última década foi mais quente que a anterior, conforme alertado pela OMM, em que enfatiza o problema do aquecimento global e o aumento da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera. Porém, existem diferenças deste aquecimento entre os continentes, pois, considerando somente o Brasil, o ano de 2021 foi o décimo segundo ano mais quente, durante o período de 1961 a 2021, como é identificado na Tabela 1 abaixo:

                                                                              

                                   Tabela 1 – Ranking dos doze maiores valores de desvios de temperatura média do ar, registrados no período de 1961 a 2021.


Por fim, se compararmos os desvios de temperaturas no Brasil, durante os meses do ano de 2015, considerado o mais quente do período analisado, com o ano de 2021, podemos observar que as temperaturas foram mais amenas, principalmente entre meses de outubro a dezembro. Nesses meses, foram observados episódios de chuvas persistentes e com grandes volumes, o que contribuiu com o arrefecimento da temperatura na parte centro-norte do país, em parte, por consequência do fenômeno La Niña (Figura 4).




                                                                       Figura 4 – Comparativo dos Desvios de Temperatura Média do Ar nos anos de 2015 e 2021.



Confira a NOTA TÉCNICA AQUI.


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