Temperaturas acima da média no estado do Rio de Janeiro

Capital fluminense não supera recorde histórico

Publicado em 13/01/2026 15h27 . Última modificação 13/01/2026 16h04 .

O início do mês de janeiro de 2026 tem sido marcado por temperaturas elevadas e recorrentes no estado do Rio de Janeiro, com diversos registros acima da média climatológica. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que o comportamento observado está em consonância com a previsão climática mensal, que já apontava para a ocorrência de anomalias positivas de temperatura no Sudeste.

A média da temperatura máxima em janeiro no estado do Rio de Janeiro é de 30,7 °C, considerando o conjunto de estações meteorológicas convencionais e automáticas no período de 1961 a 2025. Análises de estações de referência reforçam o cenário de calor intenso frequentemente observado durante os meses de janeiro no estado.

Na estação Rio de Janeiro – Vila Militar, a média das temperaturas máximas de janeiro entre 2003 e 2026 é de 33,2 °C, valor significativamente superior à média estadual. O ano mais quente da série foi 2019, com média mensal de 36,6 °C, enquanto o mais ameno foi 2008, com 30,5 °C.

Na estação Marambaia, a média histórica de janeiro é de 31,2 °C. Assim como na Vila Militar, 2019 se destacou como o ano mais quente da série, com média de 34,1 °C, evidenciando um padrão consistente de temperaturas elevadas em anos recentes.

O levantamento das maiores temperaturas máximas já registradas em janeiro revela episódios de calor intenso em diversas regiões do estado, tanto em áreas metropolitanas quanto no interior. A maior temperatura máxima já registrada no estado do Rio de Janeiro desde 1961, quando iniciaram as medições na região, foi de 41°C, observada nos anos de 1969, 1995, 2015 e 2026.

Entre as estações automáticas, destacam-se Seropédica – Ecologia Agrícola, com 41,0 °C em 12 de janeiro de 2026; Rio de Janeiro – Vila Militar, que atingiu 40,9 °C em janeiro de 2015; Niterói, com 40,5 °C em janeiro de 2026; e Duque de Caxias (Xerém), que também registrou 40,5 °C em 2026.

Nas estações convencionais, os extremos históricos incluem Itaperuna, com 41,0°C registrados em 30 de janeiro de 2015 e 17 de janeiro de 1995; Jacarepaguá, com 41,0 °C em 10 de janeiro de 1969; e Campos dos Goytacazes, que alcançou 40,2 °C em 30 de janeiro de 2015. Esses dados mostram que o calor intenso não se restringe à capital, afetando amplamente o território fluminense.

Na capital fluminense, as estações localizadas na Vila Militar e em Marambaia ainda não superaram seus recordes históricos. Na estação da Vila Militar, a maior temperatura máxima registrada foi de 40,9 °C em 2 de janeiro de 2015, seguida de 40,8 °C no dia 12 de janeiro de 2026. Em Marambaia, a maior temperatura foi observada em 19 de janeiro de 2019 (40,8 °C), seguida de 40,0 °C registrados em janeiro de 2021 e 2026.

De acordo com a previsão climática mensal do INMET, janeiro de 2026 apresenta anomalia positiva de até +0,5 °C na temperatura média no estado do Rio de Janeiro (Figura 1). Embora a maior parte do território deva permanecer próxima à normalidade climatológica, áreas pontuais — incluindo a capital — podem registrar aquecimento mais acentuado.

Figura 1: Previsão de anomalias de temperatura média (°C) para o mês de janeiro de 2026, considerando a média climatológica de 1991-2020. Fonte: INMET.

Desde o dia 1º de janeiro, grande parte das estações do Rio de Janeiro registra temperaturas máximas acima da média climatológica de 30,7 °C. Em várias localidades, como Seropédica, Três Rios, Cambuci, Duque de Caxias, Valença e Paraty, o número de dias acima da média já chega a nove ocorrências até o dia 12, enquanto na capital há registro de oito ocorrências de temperaturas máximas superiores à média estadual.

Mesmo regiões serranas e litorâneas, tradicionalmente mais amenas, como Teresópolis, Arraial do Cabo e Nova Friburgo, também apresentaram dias com temperaturas acima da média climatológica. A seguir, estão listadas as maiores temperaturas máximas observadas entre os dias 09 e 12 de janeiro.

Tabela 1: Temperatura Máxima (°C) registrada em 09 de janeiro de 2026.

Estação

Temperatura Máxima (°C)

Seropédica – Ecologia Agrícola

39,0

Rio de Janeiro – Vila Militar

37,6

Niterói

37,3

Duque de Caxias - Xerém

36,6

Saquarema– Sampaio Correa

35,8


Tabela 2: Temperatura Máxima (°C) registrada em 10 de janeiro de 2026

Estação

Temperatura Máxima (°C)

Rio de Janeiro – Vila Militar

38,2

Seropédica – Ecologia Agrícola

37,8

Niterói

37,3

Rio de Janeiro – Jacarepaguá

37,1

Duque de Caxias - Xerém

36,5


Tabela 3: Temperatura Máxima (°C) registrada em 11 de janeiro de 2026

Estação

Temperatura Máxima (°C)

Rio de Janeiro – Vila Militar

39,7

Rio de Janeiro - Marambaia

39,5

Niterói

38,9

Seropédica – Ecologia Agrícola

38,8

Duque de Caxias - Xerém

38,2


Tabela 4: Temperatura Máxima (°C) registrada em 12 de janeiro de 2026

Estação

Temperatura Máxima (°C)

Seropédica – Ecologia Agrícola

41,0

Rio de Janeiro – Vila Militar

40,8

Niterói

40,5

Rio de Janeiro - Marambaia

40,0

Duque de Caxias - Xerém

38,8


Dessa forma, as temperaturas máximas elevadas observadas até o momento estão de acordo com o cenário previsto, refletindo um padrão típico de períodos mais quentes do verão.

Destaca-se que além do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo também registraram temperaturas elevadas nos últimos dias, especialmente em 10 de janeiro, reforçando o caráter regional do aquecimento observado no Sudeste do país (Figura 2).

Figura 2: Temperaturas máximas registradas em todo o país nos dias 9 (a), 10 (b), 11 (c) e 12 (d) de janeiro de 2025. Fonte: INMET.

O INMET esclarece que o calor persistente está associado à influência indireta da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). Uma crista associada a esse sistema atua próxima ao Rio de Janeiro, favorecendo baixa nebulosidade, redução da umidade relativa do ar e maior aquecimento diurno.

Nesta terça-feira (13/01) e quarta-feira (14/01), há expectativa de leve declínio das temperaturas, embora o calor ainda persista. Essa mudança ocorre devido ao enfraquecimento da crista, permitindo maior desenvolvimento de nebulosidade e ocorrência de chuvas pontuais, principalmente por convecção, como as já observadas nesta tarde de terça-feira (13/01) em áreas das regiões sul e serrana do estado do Rio de Janeiro.

O INMET é um órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

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