EL NIÑO ganha intensidade e registra a segunda maior anomalia para setembro desde 1950

Com anomalia mensal de +2,08 °C, mês só ficou atrás de setembro de 1997. Dados semanais de outubro indicam que o aquecimento do oceano continua a aumentar.

Publicado em 13/10/2026 15h20 . Última modificação 13/10/2026 15h53 .

O El Niño de 2026 continua ganhando intensidade no Oceano Pacífico. Neste setembro, a anomalia de temperatura da superfície do mar, na região do Niño 3.4 foi de +2,08℃, o segundo maior valor para esse mês desde 1950, de acordo com a série histórica analisada. O recorde permanece com setembro de 1997, quando a anomalia chegou a +2,15 ℃.

O ritmo de aquecimento continua acelerado. No monitoramento semanal de outubro, o indicador na região Niño 3.4 já alcançou +2,4 °C, valor superior às médias mensais de setembro de 2026 e de setembro de 1997. Vale ressaltar, contudo, que a comparação entre dados semanais e mensais requer cautela por tratarem de janelas temporais distintas.

Recordes regionais no Pacífico

Ao analisar a série histórica de dados semanais (iniciada em 1981), outras áreas de monitoramento no Pacífico também mostram marcas extremas:

  • Niño 1+2: Na última semana de setembro, a anomalia relativa atingiu +4,5 °C, o segundo maior valor de toda a série histórica, apenas 0,1 °C abaixo do recorde absoluto de junho de 1983 (+4,6 °C).
  • Niño 3: Neste mês de outubro, o indicador chegou a +3,4 °C, marcando o segundo maior valor da história da região, superado apenas por dezembro de 1982 (+3,6 ℃).

Impactos no Clima

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil. A severidade dos impactos depende da intensidade do episódio, da época do ano e de fatores atmosféricos regionais.

O acompanhamento contínuo das próximas semanas será fundamental para determinar avaliar a evolução do episódio e seus possíveis impactos sobre o clima brasileiro.

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