La Niña: meteorologistas do INMET preveem fenômeno para meados de outubro.

De acordo com os meteorologistas, caso ocorra, o episódio terá curta duração.

Por Ana Carolina Castro dos Santos - publicado 15/09/2021 15h33 . Última modificação 15/09/2021 15h36 .

Após discussões terem sido levantadas na última semana acerca da chance de ocorrer o fenômeno La Niña, que altera as temperaturas médias do Oceano Pacífico, meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) consideram que o evento possa ocorrer em meados da primavera, em outubro.

Diferente do El Niño, que aponta para o aumento da temperatura da superfície do mar no Pacífico Tropical, o La Niña indica o oposto, promovendo o resfriamento das águas do Pacífico. O fenômeno, que impacta diretamente no clima do Brasil, poderá favorecer as regiões Norte e Nordeste do país com mais chuvas, contando, ainda, com o dipolo do Atlântico, que até o momento, apresenta sinal vantajoso para o acontecimento.

Condições

Segundo o meteorologista Mozar Salvador, juntamente com o La Niña e contando com a temperatura do oceano próximo à costa da Região Sul do Brasil e Uruguai ficando mais fria, a chance de ocorrência de seca e possível estiagem no Sul e Sudeste do Brasil aumentam, enquanto as chuvas no Nordeste e na Região Amazônica poderão aumentar significativamente, dependendo da intensidade do La Niña e do dipolo do Atlântico.

“O La Niña, caso ocorra, será de forma fraca e de curta duração, junto com a ação do dipolo do Atlântico, que, caso seja mais forte, pode atenuar ou melhorar a situação”, explica Mozar.

Segundo o especialista, o fenômeno poderá beneficiar, ainda, a região do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como Matopiba.

“Para essas localidades do Nordeste, caso o dipolo e o La niña continuem se comportando como estão, será favorável. O dipolo é mais importante entre janeiro e maio. As condições dele, principalmente neste período, é que vão definir um bom padrão de chuva para o Nordeste”, afirma.