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CHUVAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

A chuva trouxe alívio para a região tão castigada pela estiagem. Porém, as fortes chuvas concentradas em poucas horas também provocaram alguns transtornos.

Por Viviane Samara Barbosa Nonato - publicado 03/11/2020 15h02 . Última modificação 03/11/2020 15h13 .

Após um longo período de estiagem, que em algumas localidades foi superior a 120 dias (Ver Figura 1), o mês de novembro iniciou com chuvas em partes do semiárido nordestino. A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), posicionada mais a norte da Região Centro-oeste do Brasil, favoreceu a formação e desenvolvimento de intensas áreas de instabilidade sobre, especialmente, a porção oeste da Região Nordeste desde o dia 1° de novembro de 2020.

A chuva trouxe alívio para a região tão castigada pela estiagem. Porém, as fortes chuvas concentradas em poucas horas também provocaram alguns transtornos. Em Petrolina, sertão de Pernambuco, por exemplo, a intensa chuva de 40,6 mm em duas horas, acompanhada de rajadas de vento de atingiram 63 km/h na tarde do dia 02/11/2020, provocou estragos e até mesmos danificou a estrutura de um hospital de campanha, destinado ao atendimento de pacientes da COVID-19.

A Tabela 1 contém os maiores acumulados de chuva nas estações do INMET no período de 1° a 03 de novembro de 2020.


Tabela 1 - Maiores volumes de chuva no período de 1° a 03 de novembro de 2020.

Figura 1- Chuva acumulada nos últimos: (a) 90 dias e (b) 3 dias.




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