Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emite Alerta de Emergência Hídrica

Estudos realizados pelo SNM alertam que as perspectivas climáticas para 2021/2022, indicam que a maior parte da região central do país, a partir de maio até final de setembro, entra em seu período com menor volume de chuvas (estação seca).

Por Viviane Samara Barbosa Nonato - publicado 27/05/2021 17h29 . Última modificação 28/05/2021 08h12 .

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), coordenado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), com a participação de todos os órgãos federais ligados à meteorologia e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) emitem um Alerta de Emergência Hídrica associado à escassez de precipitação para a região hidrográfica da Bacia do Paraná que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná para o período de Junho a Setembro de 2021.

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) é um sistema de atuação conjunta de instituições federais para o aprimoramento do monitoramento e elaboração de previsões de eventos meteorológicos extremos, pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Estudos realizados pelo SNM, de acompanhamento Meteorológico para o Setor Elétrico Brasileiro, alertam que as perspectivas climáticas para 2021/2022, indicam que a maior parte da região central do país, a partir de maio até final de setembro, entra em seu período com menor volume de chuvas (estação seca). A previsão climática elaborada conjuntamente pelo INPE, INMET e FUNCEME indica para o período Junho-Julho-Agosto/2021 a mesma tendência, ou seja, pouco volume de chuva na maior parte da bacia do rio Paraná. Essa previsão é consistente com a de outros centros internacionais de previsão climática.

Total de chuva acumulada nos três primeiros meses de 2021

A análise das chuvas entre outubro de 2019 a abril de 2021 para a Bacia do Rio Paraná (Figura 1) indica que, com exceção de alguns meses quando as precipitações ficaram acima da média climatológica (dezembro/2019, agosto/2020 e janeiro/2021), durante a maior parte do período houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro/2021. Essa característica se mantém no mês atual, com acumulado parcial de 27 milímetros para a bacia, ou seja, abaixo do acumulado climatológico que é de 98 milímetros. Analisando o índice de precipitação padronizado (SPI), que indica déficit (em vermelho) ou excesso (em azul) de precipitação para diferentes escalas temporais, conclui-se que na maior parte da bacia do rio Paraná a situação apresenta-se entre moderada e extrema considerando-se tanto os últimos 6 e 12 meses (Figura 2), bem como os últimos 48 meses (não mostrado), ou seja, a situação atual de déficit de precipitação é severa (Figura 2).


Figura 1. Precipitação mensal observada e prevista na bacia do rio Paraná, Brasil entre Outubro/2019 e Abril/2021.

Veja NOTA OFICIAL CONJUNTA >AQUI.