JOGOS OLÍMPICOS: RELEMBRE A TRAJETÓRIA DO INMET NAS OLIMPÍADAS RIO 2016.

Aproveitando o período das Olimpíadas em Tóquio 2020, vamos relembrar a participação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Por Maisa Pereira de Souza - publicado 06/08/2021 08h47 . Última modificação 06/08/2021 15h15 .



Aproveitando o período das Olimpíadas em Tóquio 2020, vamos relembrar a participação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016, e as Paralimpíadas entre 7 e 18 de setembro.

Na ocasião o INMET foi escolhido pelo Grupo de Dados e Serviços Meteorológicos da Autoridade Pública Olímpica (APO), para coordenar as atividades meteorológicas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, devido à sua experiência em cobertura de eventos dessa natureza e em informações meteorológicas. Além disso, a meteorologista Marcia Seabra participou, como observadora, das ações do Serviço Meteorológico Britânico, Met Office, na Olimpíada de Londres 2012, a convite da APO.

O INMET apoiou a competição fazendo previsões sobre o tempo para orientar os atletas e o público, além de fornecer a previsão durante o revezamento da Tocha Olímpica: produzindo boletins de previsão de tempo e emissão de avisos meteorológicos para cerca de 325 cidades e pontos turísticos durante o Revezamento.

Coube ao Inmet receber os dados meteorológicos e oceanográficos das instituições parceiras e divulgar essas informações em uma única plataforma – denominada Olympia – desenvolvida pelo Instituto especialmente para os Jogos.

Além de integrar os dados, a plataforma Olympia foi usada na elaboração e envio de previsões de tempo e avisos meteorológicos e permitiu o acesso aos dados de modelos numéricos, a boias meteo-oceanográficas e a links externos. “Tudo para auxiliar os meteorologistas no desenvolvimento de suas tarefas”, avalia Márcia Seabra.

Histórico de participação do INMET em eventos esportivos:

• Jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro em 2007;

• Jogos Olímpicos em Pequim/China em 2008;

• Jogos Pan Americanos em Guadalajara/México em 2011;

• Copa das Confederações – Brasil em 2013;

• Copa do Mundo de Futebol – Brasil em 2014;

• Olimpíadas e Paralimpíadas – Brasil 2016.

O impacto das previsões de tempo nos Jogos Olímpicos – Segundo Seabra, durante os Jogos Olímpicos, foram emitidos 174 avisos meteorológicos – número alto devido à necessidade de emissão de avisos para locais específicos de competições.

“Avisos específicos produziam impacto significativo, com poder de cancelar e/ou adiar a competição. Um vento de 10 metros por segundo, por exemplo, poderia ser considerado inadequado para a competição de remo. A vela também tem um limiar de vento muito específico – o vento calmo – se não tem vento, não tem vela. Uma competição de tênis sofreu atraso por causa de uma chuva fraca que deixou a quadra molhada”, explicou Seabra.

Em Tóquio 2020, devido a pandemia de Covid-19, os protocolos de segurança limitaram a presença de outros países para apenas atletas, comissão técnica e a equipe organizadora.



Foto: Arquivo pessoal / Marcia Seabra

Da esquerda para a direita: Marcelo Schneider (Inmet), Antônio Sérgio Pereira, Marcia Seabra (Inmet) e Olívio Bahia (Inmet).